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Brasil

Publicada em 12/07/18 às 09:40h - 1 visualizações
Divididos, os motoristas da RMR ameaçam parar
Divididos, os motoristas da RMR ameaçam parar

Blog Pe Notícias


 (Foto: Blog Pe Notícias )

A população pode se preparar para reviver nesta quinta-feira (12), e nas próximas semanas ameaças e paralisações dos ônibus que circulam na Região Metropolitana do Recife (RMR). Além de estar no mês do dissídio coletivo – período para negociar os reajustes salariais e que, historicamente, resulta em greves no transporte – os trabalhadores rodoviários chegam a mais uma campanha salarial numa guerra interna.

A atual direção do Sindicato dos Rodoviários, eleita há quatro anos para substituir um comando que ficou no poder por mais de três décadas, enfrenta uma resistente oposição, que ganha força com a união de três grupos. A paralisação do serviço de ônibus, prevista para acontecer apenas durante a manhã de hoje nas ruas e terminais integrados do Grande Recife, foi anunciada por parte da categoria, mas rejeitada pelo sindicato.

O protesto foi convocado pela unificação das oposições, representada por três grupos distintos de rodoviários: a Oposição Rodoviária O Guará/CSP Conlutas, a Família Rodoviária/UGT e a Oposição Rodoviária/CUT. Os três fazem oposição ao Sindicato dos Rodoviários, presidido por Benilson Custódio, que já atuou como braço direito do ex-rodoviário Aldo Lima, um dos principais líderes da atual oposição. Os grupos não se entendem desde o primeiro ano de gestão, em 2014. No meio dessa confusão, estão 1,8 milhão de passageiros que diariamente utilizam os ônibus na RMR.

Não faltam acusações entre os envolvidos na polêmica. “É um grande erro de estratégia decidir por uma paralisação da categoria nesse momento, quando estamos no meio da rodada de negociações. Assumimos o compromisso de não fazer nenhum movimento até que todas as possibilidades fossem esgotadas. A terceira rodada está prevista para esta quinta-feira, às 15h. Somente depois é que iremos convocar uma assembleia”, defende Benilson Custódio. “Essa oposição é oportunista e está querendo usar a categoria para se projetar politicamente. Aldo Lima, por exemplo, é novamente candidato a deputado estadual e não está pensando nos rodoviários. Ao contrário. Tem sede de poder”, critica Genildo Pereira, assistente de comunicação do sindicato.

Os diretores sindicais lembram que os equívocos da oposição, estimulando a categoria a partir para a greve antes do momento correto, prejudicaram as duas últimas campanhas salariais. “Em 2016 tivemos a proposta de reajuste de 27% no tíquete e de 9% nos salários, mas esses grupos queriam 300% no tíquete e convenceram a categoria a ir para o dissídio. Fomos e perdemos tudo no TST. Tivemos um reajuste linear de 9,5% para tudo. No ano passado tivemos a proposta de 11% no tíquete e 4% no salário, mas novamente a categoria foi estimulada à greve e, mais uma vez, perdemos. Aguardamos o julgamento até hoje”, lembra Genildo Pereira.

ÓRFÃOS

A Oposição Rodoviária, entretanto, acusa a atual direção do sindicato de estar ‘comprada’ pelo setor empresarial. “Benilson Custódio já virou Patrício Magalhães (numa referência ao ex-presidente do sindicato, que comandou a entidade por mais de 30 anos). Virou um aliado dos empresários de ônibus e não luta mais pelas conquistas da categoria”, ressalta. 

Ele acrescenta que “o primeiro sinal” da falta de compromisso do sindicato com a categoria é a transferência das rodadas de negociação para a sede da Secretaria das Cidades. “A secretaria fica na Iputinga (Zona Oeste da cidade), o que dificulta o acesso dos rodoviários”, registra, ressaltando que o sindicato está negociando percentuais diferentes dos aprovados pela categoria. “Embora tenha sido defendida em assembleia a proposta de 9% de reajuste salarial e de 16% no tíquete, o presidente levou para a negociação valores diferentes: 4,5% e 11%, respectivamente”, diz Aldo Lima, da Oposição Rodoviária O Guará/CSP Conlutas. Segundo o militante, a categoria não legitima mais a atual diretoria sindical. “Estamos órfãos novamente. Todo ano é a mesma coisa. A classe patronal faz o que quer e o sindicato aceita porque tem interesses pessoais”, ataca Aldo Lima.




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